...pois. Tenho a certeza que não é pelo Harry colheita de 94, que agora canta no meu computador (desculpa Harry, mas tem de ser, me perdoa filho). Volto a escrever. Porquê? Não me ocorre nada melhor para fazer. A minha relação com a escrita, qualquer que a seja, até o cupão (ou "cupon") do Euromilhões, acontece assim. Nasci (e nascemos) para os outros, mas não nasci para escrever para os outros. Assim como para muita outra coisa. E agora, um pretexto, uma pista, um fiozinho, uma "bolinha de borboto" sobre o que posso escrever: vamos ver, talvez me ocorra a seguir ao ponto final. Este que passou. Estou parolamente bem disposto. Até podia falar de mim, mas tenho de alguma forma de dominar o egocentrismo que veio no Miúdo Parcialmente Obeso, com alguma camada pilosa, peça única (por defeito) para filho único PACKAGE de 81. Agora, a vontade de apagar tudo. Soa tudo a mais ou menos, a assim assim, a perfil num site de engates. E fica tudo a meio. Que vício, que fácil, deixar as coisas a meio. As coisas a meio nunca têm um fim infeliz. Quando não são elas mesmas um fim. Já deixei milhentas coisas a meio, mas no passado mais próximo, aqui mais pertinho das costas, desisti de o fazer. Ou desisti de desistir, fazendo de conta não saber que desistia. Falando à habitante do "grande luso pequenino", as coisas vão-se andando (do português "vai-se andando, obrigado). A tese, aquela tese que toda a gente pergunta "como vai a tese, então nunca mais acabas a tese, como é isso da tese, só falta a tese.." e que eu peço a Deus Nosso Senhor (naquela altura é só meu), "por favor que não me perguntem pela tese, a merda da tese, aquela tese, a tese que eu acho que estou a escrever, ou fazer, ou a desenvolver, ou lá como se diz", bem, a tese não vai mal. Digamos que um "não vai mal" em mau. Porque já devia ser uma encadernação numa gaveta ao pé das camisolas que não visto. Já devia ser um papelito com uma encadernação engraçadita. Conheci uma pessoa mais disfarçadamente preguiçosa que eu. E é o meu orientador. Adiante. Tenho um part-time. Na vodafone. Péssimo, precário, mas bem disposto. E dá para aquela actividade fácil, viciante de deitar por fora, que é conhecer pessoas bonitas. Nem tanto, pronto. "Gente Gira", mesmo que esta expressão pareça forrada a som de fundo de música a descair pr'ó latino, numa festa qualquer da Caras, ou assim, e assim. E o mais é lazer. São days off. São os filmes com que me tenho apaixonado. As demais pessoas. Os amigos. Os amigos da rua. E os amigos do "temos de combinar" kind of project. Que me lembram estar a adiar conhecer melhor, guardar dentro, o rol. um rol de pessoas fantásticas. E agora fui piroso, fui televisivo, fui lugar comum. Lamechas, porque não. Mas para lamechice, pura, dura, dose de cavalo, guardarei um post sobre a pikanina. Mas ainda não.